quinta-feira
A10...N...OBG!
Sabes tão pouco do amor que te tenho. Desconheces tudo o que é a minha luta diária por respeitar as tuas decisões e formas de fazer as coisas. Não voltes a perguntar-me como estou! Já chega! Apetece-me gritar-te que NÃO TENHO TEMPO, não é falta de vontade, é NÃO TER TEMPO de dizer como estou. Os minutos de interação por teclas, as poucas horas de interação presencial, os dias e dias, semanas e meses, anos, a eternidade de ausência é POUCA para responder à pergunta que repetidamente fazes! EU NÃO TENHO TEMPO MEU AMOR! EU NÃO TENHO TEMPO. EU! PORQUE O TEMPO É TEU! PORQUE O EU ÉS TU! PORQUE O “EU” É TEU! Às vezes é TEU com um sorriso enorme nos lábios, por ser uma dádiva, um privilégio! Outras é TEU no desespero que querer desprender-me, mesmo que pareça uma renúncia ao que há de perfeito em ser TUA! NÃO TENHO TEMPO! Por mais que queira, por mais que anseie, por mais que deseje, por mais que sonhe, por mais que lute e desespere, a realidade crua é que NÃO TENHO TEMPO. Por isso não perguntes mais! Conseguiste negar-me/esquecer/adiar-me pedidos bem mais complexos do que este… Apenas te estou a pedir que NÃO ME PERGUNTES MAIS para que não chegue, quebrando o pacto de força, de amor, de respeito, de todo o amor do Mundo, a precisar de gritar: NÃOOOO TENHO TEMPO!!!!!! É que, a ver se percebes, verbalizada esta realidade, a de NÃO TER TEMPO, parece mais real, mais indiscutível, mais inultrapassável… AINDA, se é que é possível, MAIS CRUEL! E, meu amor, sabes tão pouco do amor que te tenho, que preferia que não soubesses mais sobre a luta que travo todos e todos os dias por o EU seres TU, por o EU ser TEU!
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